O projeto de revitalização da Linha Internacional entre Brasil e Paraguai, na fronteira entre as cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, pode servir de modelo para outras localidades de fronteira em todo o mundo.
A obra que começou com a recuperação da Praça Lício Borralho deve transformar Linha Internacional em cartão postal da fronteira.
Nesta semana, representantes de um programa URBAL III, da União Européia, que consiste em um conjunto de vinte projetos da América Latina, Ong Paz Y Desarrollo e das prefeituras de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero estiveram reunidos no lado brasileiro da fronteira, para discutir o avanço das obras e avaliar o local como um grande marco para a união entre as comunidades fronteiriças. Um dos temas foi a possível ampliação do projeto para os anos seguintes.
Um dos representantes de Ponta Porã no projeto moderno e revolucionário de Revitalização da Linha Internacional, professor Roberto Steil, afirmou que os enviados do programa europeu, vêem com bons olhos, o trabalho desenvolvido em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Tanto que a obra que poderá servir de modelo para serem realizada em outras fronteiras. “A grande obra que está sendo realizada na nossa fronteira pode servir de modelo para que sejam aplicadas em outras localidades de fronteira. O projeto que se iniciou aqui pode ser servir de exemplo para o mundo”, declarou.
De acordo com os integrantes da Oficina de Coordenação e Orientação do Programa URBAL III, o espanhol Gerard Muñoz Arcos e a argentina, Cecília Vanadia, a revitalização vai muito além de uma obra. Roberto Steil afirmou que, na avaliação do URBAL III, o mais significativo é coesão social. “Trata-se de um grande passo social para nossa fronteira. Todos os segmentos têm a exata noção da importância social que será a revitalização da Linha Internacional. Conversamos com lideres comunitários, universidades, casilleros, enfim, vários segmentos da sociedade, que valorizam a obra, como um grande avanço social”, finalizou.