O assassinato desse grande escritor não pode ser e não poderemos deixar que seja a sua morte. A Gaivota Pantaneira que por tantos anos sobrevoou a fronteira em meio às TEMPESTADES não pode ser esquecida, o canto da gaivota jamais deixará de ecoar, esse canto que é na verdade o grito de socorro de uma sociedade quebrantada, essa gaivota que atendia os apelos de uma parcela da população que se sentia sufocada pelo autoritarismo, incompetência e desrespeito de uma minoria que se coloca acima de tudo e de todos à base do poder do dinheiro ou da força.
Na calada da noite, sem escrúpulos, abateram a Gaivota Pantaneira, tentaram calar a voz e o canto da guardiã, que bradava praticamente em versos, as falcatruas e falhas de um sistema que corrompido, dominado pela escória, que age em detrimento dos direitos de pessoas humildes e menos abastadas.
Mas com certeza, a Gaivota pode ser abatida, mas seu canto jamais silenciará, sua voz renascerá. A Gaivota, como uma Fênix, renascerá das cinzas, com asas gigantescas e canto ensurdecedor, com poder divino, fará sucumbir o mal, com GARRAS afiadas, clamará por justiça e a fará, sobrevoará os dois lados das nações irmãs, não fará diferença entre raças ou crenças. A FÊNIX DA FRONTEIRA fará diferença apenas entre o BEM e o MAL, o BOM e RUIM. Como diria o grande ROCARO: “É esperar e ver, as noites silenciosas da fronteira sempre é presságio de algo muito grande”.
Wilson P. Ferreira